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26 de jul de 2013

Você se veste como uma puta?


Prostituta é necessariamente uma mulher, que tem uma vestimenta exclusiva (como os militares, por exemplo) que a caracteriza, tornando-a reconhecível em qualquer local que seja. Um batom vermelho? É puta. Roupinha mais curta, colada? É puta. Saiba aqui se você se veste ou não como uma puta. 


É isso que me vem a cabeça quando uma pessoa diz a outra que ela se veste como uma puta. Dotado de preconceitos, esse tipo de comentário, em sua quase totalidade das vezes, é infeliz, geralmente motivado pela inveja. O problema é que isso se incorpora na própria pessoa taxada daquela forma. Ela também acredita que está se caracterizando com uma prostituta. 

Se você se veste como uma prostituta, então não tem o chamado "pudor", que valoriza a pessoa. Comumente o termo prostituta é confundido como a chamada "rapariga", "piriguete", etc. Não se tem em mente que a pessoa presta serviços de cunho sexual, "alugando" o próprio corpo. 

Prostituta usa farda?

Essas profissionais se vestem de forma diferente em cada ocasião. Uma acompanhante de luxo se veste de forma mais chique, com roupas mais cara, com mais charme. As que não tem essa oportunidade, que tem que procurar a clientela na rua, se veste mais sensual, chamativa, com menos roupa, para valorizar mais o corpo, despertar a atração. 

Certamente quem faz esses comentários infelizes não pensam nas vestimentas intimas, como lingerie ou até mesmo sem nada.Claro que a cada ocasião, tem certas roupas que não são muito convenientes para o ambiente. Mas o que impede uma mulher usar uma roupa que valorize mais seu corpo, para se sentir bem, porque acha mais bonita? Um batom que chame mais atenção não por isso, mas porque a torna atraente para si mesma? 

Muitos chegam além, quando por infelicidade um maníaco as estupra, dizem que foi porque mereceram, porque pediram, porque a carne é fraca. Ensina-se a mulher a não ser estuprada, mas não o homem a não estuprar. 

E o prostituto? O puto? O raparigo?

Até hoje não vi nenhum comentário desses voltados a um homem. "Nossa, hoje você está vestido igual a um garoto de programa". A desvalorização é feminina. Ela que não se da o valor, ela que fica ridícula. O homem, jamais. A mulher é a única estigmatizada, na maioria das vezes. 

Deixe a prostituta em paz...

Esse preconceito e a discriminação com as mulheres que são ou não prostitutas são comumente protestados por feministas e militantes de marchas como a "marcha das vadias". Sempre que você põe a tona isso, é mais obstáculo que coloca em prol da liberdade e dignidade do sexo feminino. 

Vale também lembrar do preconceito e discriminação não só da prostituta, mas de todas as outras profissionais do sexo, como as strippers, dançarinas, atrizes pornôs, etc. Desde que façam isso porque querem, sem exploração sexual, elas decidem o que fazem da vida, é profissão inclusive reconhecida pelo Ministério do Trabalho:

5198-05 - Profissional do sexo
Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Michê, Mulher da vida, Prostituta, Trabalhador do sexo

Procure cuidar da sua vida. Você não é obrigada a gostar desse tipo de profissão. Simplesmente nao exerça.