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8 de nov de 2011

A necessidade de um ombro amigo

blogueiro

Dando uma lida na postagem Nada para dizer, do blog Crônicas sobre o nada, do talentoso blogueiro Caco Garcia, me veio a mente outros aspectos do assunto que estava sendo abordado lá. A íntegra da postagem vocês podem conferir clicando nos links de cada referência que fiz ao blog. 


Precisamos realmente de um ombro amigo? Estamos todos aptos a sermos ombros amigos? 

 
Muitas pessoas procuram resolver os seus problemas ou aliviar os seus sentimentos que incomodam, com o uso da fé e da meditação. Eu pessoalmente acredito que alguém relaxado (meditando) e com confiante de que o problema vai ser resolvido ou que vai melhor emocionalmente (fé) resolva. Mas acredito também que muitas vezes um ombro amigo - humano -  faça toda a diferença. Ali você deposita amor, confiança, respeito, chaves para resolução de qualquer conflito. 


Consultando o divino - para quem é teísta - você encontra resposta divina. Consultando outros seres (flores, animais, etc), você encontra uma resposta serena. Silenciosa, mas objetiva. Mas só consultando uma pessoa você consegue uma resposta que só ela pode dar, seja por meio de gestos ou palavras. O calor, as palavras, a presença, é específica dela. E tendo mais de um, você não corre o risco de sentir-se encurralado quando seu problema é justamente com aquele seu confidente. 


Já parou para pensar que as vezes aquele seu principal confidente, seja marido, esposa, amigo, namorado, etc. a quem você conhece mais do que ninguém, e que sabe tudo da sua vida, pode em determinado momento, falar tudo que pode para você, e você não entende absolutamente nada? Seja por nervosismo, raiva, medo daquele pessoa? Um tem capacidade de falar o que quiser pro outro, palavras que resolvem o problema, mas o outro não está preparado para aquilo naquele momento e... nada acontece. 


E um simples mediador, um terceiro de confiança de todos, até mesmo um psicólogo, um terapeuta de casal, de família, etc. Pode falar justamente aquilo que um poderia falar ou já falou pro outro e não resolveu, mas que falado por ele (o terceiro), resolve. Porque nele não aqueles bloqueios emocionais que há no seu confidente principal, no seu alvo. 


Portanto, na minha opinião, devemos cultivar as amizades - que hoje são bem difíceis - e preservá-las. Eu sempre terei minha principal confidente, minha esposa, aquela a quem conto absolutamente tudo. Mas não abrirei mãos das poucas amizades que - no momento que precisamos - falou poucas palavras e mudou totalmente o rumo do conflito, transformando-o em solução. 


E vocês? Acreditam no poder do ombro amigo, da amizade humana? E de especialistas, como terapeutas, psicólogos? Já se consultaram em algum? Deixem suas opiniões, críticas, reclamações, elogios, enfim. Se expressem. Abraço a todos.