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27 de jun de 2013

Plebiscito ou Referendo? Qual traz mais vantagens ao povo?


A maioria dos partidos aliados aceita plebiscito para a reforma política. Isso significa também maioria no Congresso Nacional. Mas há uma resistência dos que querem que haja referendo, e não plebiscito. Qual a diferença? E qual traz mais vantagens à população?


A notícia é do Jornal Nacional. Já é o terceiro artigo que eu escrevo sobre a reforma política. O primeiro foi sobre a Assembléia Constituinte específica para a reforma política; o último, ainda hoje, foi sobre o recall de candidatos e o voto distrital. Agora falarei sobre a diferença entre o plebiscito e o referendo. 

A diferença é simples e nem pretendo me alongar muito no artigo. No plebiscito a população é consultada ANTES de se criar uma norma específica a respeito do assunto.  A população é quem dá o primeiro aval, e isso que está sendo defendido pela presidenta.

No referendo, primeiro a norma é criada e pronta, e só depois a população é consultada. É tipo o "se quiser beleza, se não quiser, lamento". O primeiro aval é do Congresso, e só depois vai para a população. Considerando que a reforma política é justamente sobre eles, certamente essa opção do referendo é mais danosa a sociedade. O plebiscito é muito mais bem vindo. 

Em ambos os casos, vai passar pelo Congresso...

Mas considerando que a Dilma tem maioria no Congresso, seja no Senado, seja na Câmara dos Deputados, depois da população ter aceitado a Reforma pelo plebiscito, dificilmente eles recusarão. E como vai para eles DEPOIS, então há menos chance de manipulá-lo.

Já no referendo, primeiro eles dão as marteladas, e só depois pra população. Se ela recusar, o que vai ser feito? NADA. E certamente culparão o povo por não terem aceito, e se glorificarão por terem aceito a reforma política e feito o papel deles. Então se liguem: o referendo é danoso, o plebiscito é que é benéfico.