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30 de jan de 2012

E da beleza se formol o câncer

Formol é uma substância cancerígena que possui diversas funcionalidades, e a menos a aconselhável  é, sem dúvidas, para alisar cabelos. Mas, infelizmente, ainda é uma das maiores aplicabilidades que possui. Dinheiro e beleza ainda se mostram como prioridades para comerciantes, cabeleireiros e consumidores.







Primeiramente gostaria de informar a vocês que meu blog está de portas abertas para colaboradores. Qualquer um que queira aqui publicar uma postagem, seja crônica, conto, poesia ou artigos de opiniões, é só entrar em contato comigo e acertaremos os detalhes do conteúdo e data.
Alisamento de cabelos é uma prioridade para muitas mulheres – e até homens – que não possuem cabelos lisos, ou que já tem e quer manter, ou deixá-lo ainda mais liso. Muitas vezes o cabelo não é nem considerado “ruim”. Lindos cachos, crespos e ondulados dão lugar a uma seda, um cabelo escorregadio e brilhoso.

E para alcançar esses meios são usados vários tipos de produtos com os mais variados nomes. Muito deles usam formol, a substância descrita na introdução dessa postagem e que já a bons anos é proibido seu uso pela ANVISA. Acredito que até o último domingo, as pessoas que assistiram ao fantástico não sabiam que as mais diversas escovas, como a inteligente e progressiva, ainda fazem o uso dele.

O programa também apresentou as conseqüências do produto, como queimaduras, cicatrizes, complicação respiratória e de circulação sanguínea e, claro, o câncer. Você pode ter em sua cabeça hoje um produto que é usado para conservar cadáveres e fazer produtos de limpeza.

Esqueçam culpados. Se formos procurar culpados, os primeiros que encontramos somos nós mesmos. Claro que muitos comerciantes não ligam para isso. Querem ganhar melhor e vão fazer o que for possível para isso. Lógico que vários cabeleireiros entram na mesma situação. Depende de nós, consumidores, acabarmos com isso, procurar outras formas, ou nos amarmos mais do jeito que somos. Devemos sempre procurar melhorar, mas melhorar piorando não é melhorar.  

Eu também sinto a necessidade de ser bonitão, gostosão, acredite. Isso é um incentivo, aumenta a auto-estima. É agradável. É saudável, mas é simplesmente incoerente deixar que algo que fica dentro da nossa cabeça, chamado neurônio, cuja utilidade é conservar nossa vida por meio de nossa inteligência, seja literalmente queimado e vencido por algo que fica em cima de nossa cabeça, chamada formol, que serve para conservar nossa morte por meio da ignorância.