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20 de jun de 2013

Ser gay não é doença. Mas ser fanático religioso vai ser.


O Fundamentalismo religioso futuramente será tratado como doença mental. Ao menos foi o que revelou uma publicação na Revista Época, apresentada num festival literário do Reino Unido. Querem aprovar a cura gay. Quem deverá ser curado, afinal?


Sempre repudiei a cura gay - apelido do Projeto de Lei aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, cujo presidente é o Marco Feliciano. O projeto tem como objetivo revogar o que foi ordenado pelo Conselho Federal de Psicologia, onde proíbe não só tratar um gay como doente, mas também convertê-lo a heterossexualidade. Exige ainda que os psicólogos façam o possível para que ele supere a situação de preconceito sofrida por conta da homossexualidade. A resolução pode ser lida aqui

Ilusoriamente, justificam-se dizendo que não é cura gay, mas só permitirá que um gay tenha o direito de procurar um psicólogo para ser convertido em hétero. Não existe absolutamente nenhum "tratamento" comprovado que funcione nesse sentido, na psicologia, e certamente, se considera que o gay precisa de tratamento, então estão oferecendo cura para o que não é doença. 

Enfim, Kathleen Taylor, pesquisadora de neurociência da Universidade de Oxford, divulgou uma pesquisa que mostra que fundamentalistas religiosos poderão ser enquadrados como doentes mentais. Radicalismos religiosos são comparados a lavagens cerebrais, tanto do radical, quanto do radicalizado, o que é danoso e precisa ser tratado. A notícia pode ser conferida aqui

Assim sendo, temos agora uma mudança dos polos: não há cura gay, não existe. Mas futuramente haverá para os fanáticos que, em vez de ficarem com suas crenças dentro dos templos, querem expandi-las, mesmo que isso fira os direitos humanos e prejudique quem quer que seja. Feliciano, cure minha heterossexualidade. Antes, cure seu fanatismo.